Post 014 – Ivory Snow
Segunda-feira, 8 Dezembro, 2008
Olá. Estamos de volta.
Vou falar de algo que temo que muitos poderão odiar ou me interpretar mal. Espero ser facilmente entendido, pois este assunto é deveras delicado.
Um dia, vasculhando a internet, achei algo que me chamou muita atenção. Uma atriz porno – Marilyn Chambers -, nua e bela, segurava uma caixa de um produto antigo chamado Ivory Snow – não sei sobre o que é o produto. Nesta caixa, uma linda nenezinha, tambem nua, ria para quem estivesse vendo a foto. Acontece que a menina que estava na caixa era a atriz porno que a segurava!

A Famosa Caixa de Ivory Snow
Entrando no site da atriz – a materia, em inglês, tinha o link da pagina dela – vi fotos das cenas dela. Então parei para pensar que aquela nenezinha, bonitinha, inocente, tinha se tornardo uma mulher que faz bola gato [passe para o inglês] e dupla penetração – isto foi escrito para ser chocante mesmo.
Meses depois, encontrei algumas daquelas fotos priceless – fotos que parodiam a propaganda do Mastercard “Não Tem Preço” com fotos comprometedoras de pessoas comuns – e em duas delas, vi fotos de duas meninas – uma em cada foto -, uma com vestidinho de princesa e a outra com uniforme de escola, coladas com fotos dessas mesmas meninas – agora adultas – em cenas de sexo.
Passei algum tempo refletindo – sim, refletindo. Quem adivinharia que aquelas crianças fariam sexo algum dia? Que teriam suas intimidades expostas na rede? Por algum tempo, toda vez que via uma menina ou menino brincando, pensava que um dia ela ou ele estaria fazendo sexo com alguem – por favor, entendam o que quero dizer!
Acho que muitos de nós – ou todos nós – temos uma imensa dificuldade de lembrar que um dia essas crianças cheias de inocencia irão ser corrompidas pelo sexo e por outras coisas que nos definem “adultas”. Talvez seja por isso que muitas crianças andem por ai com roupas sensuais e provocantes, sem saber o real objetivo dessas roupas. Talvez por isso que muitos não consigam enxergar a erotização das crianças.
Acontece, que, recentemente, me encontrei pensando sobre esse assunto novamente. Ao lado de meu filho, imaginei que um dia ele estaria um jovem cheio de vontade de fazer sexo com algumas colega de classe – assim como eu. Hoje, entretanto, eu olho para ele, e uma parte de mim custa a acreditar que um dia isso aconteça.
Olhando no parquinho onde meu filho brincava – enquanto descansava – reparei no modo que algumas meninas estavam vestidas. Duas delas me chamaram a atenção por seu vestuário – mais uma vez, eu peço que entendam o que quero dizer. A primeira, aparentemente com oito anos – embora meninas de oito anos hoje em dia não pareçam meninas de oito anos – usava minissaia e balançava-se, sem se importar de que a calcinha estivesse acontecendo. Claro, se ela fosse uma jovem de quinze anos, este seria um espetaculo para muitos. A segunda, aparentemente com 12 anos – embora tenha certeza que ela tinha diz – usava um blusa colada ao corpo, mas seus seios em formação estavam praticamente a mostra naquela malha ligada ao corpo.
Vejam, sendo meninas ainda inocentes – mesmo que saibam o que é namorar pelado, elas ainda não entendem realmente a malicia -, para elas e seus pais, seus vestuarios não significam nada de mais. Mas este mesmo vestuario em uma garotas um pouco mais velha já seria motivo para escandalo.
Vejam como, ao ficarmos mais velhos, a má compreensão dos fatos e a malicia se reunem em nossa cabeça. Como posso explicar? Eu pergunto, como a inocencia vai se transformando em malicia? Será isto um fato da velhice? Ou seria isto uma regra imposta indiretamente pela sociedade?
Olho preocupado o desenvolvimento de nossas crianças. Sei que elas um dia deixarão de ser inocentes. Sei que um dia aquela menina, que enfeitava os cabelos com Hello Kitty e brincava com bonecas da Barbie, um dia estará contando para amiga como ela fez sexo oral em um garoto do colégio sem camisinha. Mas me preocupo.
Como explicar isso de um modo que vocês entendam?
Talvez contando experiências pessoais.
Quando pré-adolescente, existia uma brincadeira muito boba – oitava letra do alfabeto, marido de julieta, diminutivo de peito e ai manda falar tudo junto e rapido – que servia para que se podesse pegar nos seios das colegas. Eu cheguei a fazer essa brincadeira em três colegas – eu era o nerd da sala totalmente sem malicia. Eu delirava quando conseguia agarrar os seios das colegas. Mas meu objetivo não era o prazer em agarrar os seios – embora tivesse -, mas o respeito que esta brincadeira dava ao garoto que a executasse com sucesso. As meninas, a principio, ficavam ofendidas, mas conversando particularmente, elas não achavam tão ruim. Engraçado lembrar que uma dessas colegas, que não ligou muito para isso, já adulta, teve um sério affair com um homem casado, e exigia que ele se separasse da mulher grávida. Ela o prendia atravez de loucuras sexuais. Quando pre-adolescente, nem gostava de falar deste assunto…
Quando pré-adolescente – vale lembrar que eu sempre fui um ano adiantado – eu tinha um grande amiga. Provavelmente a melhora miga que já tive. Quando estava em São Paulo, Nordestino, sem ninguem a falar comigo, ela sempre me convidava para sua casa para que a gente podesse conversar. Ela, mais velha e mais desenvolvida que as outras garotas, me tratava como um irmão menor. Eu tambem a tratava como irmã maior. Acontece que, quando os meninos viam que eu vivia na casa dela, me falavam de como já tinham transado com ela. Eles ficavam espantados – e a meninas tambem – de como eu ainda era virgem, indo todos os dias a casa dela. Eu não entendia por completo o peso que se tinha sobre uma garota que transava com todos no colégio. Mal entendia o que siginficava beijar na boca…
Nunca perguntei se isso era verdade a ela. Embora ela tinha me confessado como perdeu a virigindade e como transou novamente com um certo rapaz, eu nunca liguei para isso. O que estragou nossa amizade, foi o fato de eu ter me apaixonado por ela – ou pensava isso, não tinha certeza. De repente, não sei como ou por que, sentia ciumes dela. Começava a me excitar de ve-la com ropuas leves e curtas. Queria tambem transar com ela – ora, se ela era minha melhor amiga e tinha transado com tantos rapazes, por que não transava comigo? -, queria beija-la. Me declarei, fui recusado – ela me via ainda como um irmão menor – e fiquei arrasado. Queria então refazer nossa amizade. Infelizmente, estes boatos chegaram aos ouvidos do pai dela – que provavelmente possuia a sindrome da menininha do papai – e eles se mudaram para nunca mais eu ve-la.
Por ultimo, reporto um fato que até hoje eu lembro. Uma menina, que conheci com quatro anos de idade, que gostava de brincava comigo – eu já tinha meus 13 anos -, hoje, já com seus dezessete, esta grávida do seu segundo filho, de um pai diferente do primeiro. Vendo ela grávida, de barrigão, fiz uma pergunta a ela – mesmo com que ela sem falar mais comigo, pois me acha um bobão com quem brincava ou algo parecido -, aquela que sempre quero perguntar quando vejo uma garota jovem grávida: Pelo menos o sexo foi bom?
A resposta foi simples, mas que a fez pensar muito: Não.
No fim, entre a inocencia e malicia, se tivesse que escolher, prefiro brincar com meu filho, e esquecer qualquer ato malicioso, a um monte de mulheres bonitas sedentas em terem sexo comigo – embora eu não seja hipocrita de dizer que ambas as ideias me agradam.
Bem, enfim, espero ter passado a ideia pela qual me fez escrever este post. Peço desculpas mais uma vez pelo tamanho dela, e peço tambem que não me entendam mal. Espero ter sido claro. Espero que tenham me entendido. Espero que as crianças continuem crianças.
Até.
P.S.: Sindrome da menininha do papai – Daddy´s Girl Syndrome com é chamada pelos americanos – é quando o pai cria uma especie de ilusão de que sua filha sempre será uma menininha inocente, e que se voltará contra qualquer coisa que possa ir contra a inocencia de sua filha, ou que ele pense ir contra a inocencia de sua filha. Geralmente, este é o tipo do pai que é superprotetor com a filha e vai de contra qualquer candidato a namorado que a filha possa ter. Quando o pai descobre que sua filha não é mais inocente, ele cria uma raiva muito forte com a filha e/ou com o ambiente que o cerca.